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Resumo do Seminário Vida com Dignidade e Qualidade Até ao Fim - Celebração do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

No dia 14 de outubro de 2017 – Dia Mundial dos Cuidados Paliativos - ocorreu no auditório da Fundação Calouste Gulbenkian o Seminário: Vida com dignidade e qualidade até ao fim, uma iniciativa da APCP - Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.

Garantir o acesso universal a cuidados paliativos: não deixar ninguém que sofre para trás, foi o lema que uniu todos os participantes que encheram o auditório com o alto patrocínio e com a participação de Sua Excelência o Presidente da República Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

Foi um período dedicado à celebração e reflexão sobre os cuidados paliativos em Portugal.

O Prof. Doutor Manuel Luís Capelas introduziu e apresentou o simpósio realçando a intervenção da APCP na defesa da acessibilidade aos cuidados paliativos. Foi transmitido o «spot» institucional que promove os cuidados paliativos junto da sociedade civil. A sua apresentação sob o tema Cuidados Paliativos – Um direito humano: O que os portugueses sabem deste direito? Revelou, através de um estudo realizado numa amostra de 795 pessoas, o grau de literacia sobre cuidados paliativos. 90% dos inquiridos têm a consciência que os cuidados paliativos são o modo de cuidar do doente com doença avançada e incurável que pretende melhorar a qualidade de vida do doente e sua família. No entanto foi evidente que as pessoas mais idosas, com menor nível social, menor escolaridade e com rendimentos mais baixos tinham mais dificuldade na perceção do conceito. Os centros de saúde, a esperança e a vida não apareceram associados aos cuidados paliativos, situação que urge corrigir.

Seguiu-se a apresentação do Prof Doutor Philip J. Larkin sob o tema dos Cuidados Paliativos como um Direito Humano: Perspetiva de justiça social. Foram explorados os conceitos dos direitos humanos, da ética e da justiça social, apresentando a morte como fenómeno universal e uma prioridade de saúde pública. Os direitos humanos relacionam-se com a vulnerabilidade humana, colectiva e partilhada, espelhando a maneira como a sociedade vê e vive o mundo da compaixão. É a linguagem muda que responde ao sofrimento escondido. O desafio é de mudar os corações e as mentes através da compaixão, compromisso, confiança, comunicação e colaboração. A questão colocada de quem é o responsável / o fiscalizador dos direitos humanos fica na consciência de cada um dos presentes na sala.

A abordagem de Saúde Pública nos Cuidados em Fim de Vida: Construção de Comunidades e Cidades Compassivas foi um momento arrebatador da responsabilidade do Prof Doutor Allan Kellehear. A audiência foi transportada de uma realidade centrada na prestação de cuidados de saúde a situações de cuidados paliativos complexos a uma consciência pública de necessidades sociais de cuidados paliativos. Como impacto central ficou a noção que a morte demora anos, e o luto fica para sempre. Existem na sociedade atual limites ao fornecimento de cuidados de saúde e ao número de profissionais envolvidos, constrangimentos orçamentais que contrapõem dificuldades aos desafios trazidos pela epidemiologia dos cuidados primários e das comorbilidades do morrer. A abordagem de saúde pública traz-nos os conceitos da prevenção, diminuição da morbilidade e da intervenção precoce aos cuidados paliativos. Os principais métodos de intervenção são a educação pública, o desenvolvimento comunitário, a promoção da saúde, as ações de participação e a ecologia social. As comunidades compassivas são uma possível resposta ao desafio colocado a uma sociedade em envelhecimento.

Ocorreu posteriormente um período de discussão tendo como moderadores a jornalista Dra Ana Filipa Nunes e Prof. Doutor Manuel Luís Capelas e como comentadores o Prof. Doutor Alexandre Castro Caldas e Dra. Sofia Silva, para além dos Prof Doutor Philip J. Larkin e do Prof Doutor Allan Kellehear. Existiu também participação ativa da audiência. As questões mais evidenciadas na discussão foram:

Aumentar a transmissão da informação do que são os cuidados paliativos e a respetiva descodificação da linguagem hermética;Melhorar o entendimento e participação quer da população geral quer dos profissionais de saúde;Realizar o marketing ativo dos cuidados paliativos com linguagem simples levando em consideração os valores culturais;Aumentar a literacia da morte, do morrer e do luto da sociedade civil;Permitir à sociedade condições para cuidar de quem precisa; Melhorar a acessibilidade aos cuidados paliativos limitando o impacto negativo da ausência de equidade;Aumentar a consciencialização que a não disponibilidade de cuidados paliativos é um crime social;Perceber a importância da ecologia social e dos factores culturais envolvidos;Estabelecer a importância de viver com dignidade ate ao fim;Reflectir sobre a maneira como cuidamos dos outros e como queremos que cuidem de nós.

Encerrou-se o evento com a entrega de medalha de homenagem por parte da APCP a Sua Excelência o Presidente da República Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que nos agraciou com um breve discurso. Foi com grande orgulho que mais uma vez escutámos a sua posição de grande defesa dos cuidados paliativos. Começou o seu discurso com: ESTE É O NOSSO DIA, andamos a lutar para que todos os dias sejam dias dos cuidados paliativos. Apresentou os cuidados paliativos como um desafio pedagógico, de generalização, da formação dos cuidadores e dos profissionais, da igualdade e da justiça social. Efectuou uma chamada de atenção aos responsáveis políticos que não se encontravam presentes para a necessidade de maior empenho nos cuidados paliativos. Terminou com: estou aqui para vos agradecer em nome de Portugal.

OBRIGADA NÓS , SENHOR PRESIDENTE


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