Nurses perceptions of the Liverpool Care Pathway for the dying patient in the acute hospital setting

RESUMO DO ARTIGO

 

Nurses? perceptions of the Liverpool Care Pathway for the dying patient in the acute hospital setting

 

Autores : Ellershaw, JE ; Jack, BA. ; Gambles, M. ; Murphy, D.
Referência: International Journal of Palliative Nursing. 9(9); p. 375-381
Ano / País: 2003 / Inglaterra
Participantes: 15 Enfermeiras
Desenho do Estudo: Qualitativo/Focus Group e 2 entrevistas semi-estruturadas
Limitações do Estudo: Não é possível generalizar resultados, a amostra é pequena e as entrevistas em número reduzido.

 

O estudo apresentado refere-se a uma investigação realizada após implementação do Liverpool Care Pathway (LCP) for the dying patient, no sentido de avaliar a sua eficácia e as áreas de melhoria, tornando-se, por essas razões de extrema importância, pois podem encorajar outras equipas a encetar projectos de idêntica natureza.
Especial destaque para a metodologia adoptada com recurso ao Focus Group, muito adequada para estudos de natureza qualitativa, com um reduzido número de participantes, mas onde se pretende um estudo de análise intensiva e profunda.
Objectivos do estudo: Explorar a percepção das enfermeiras do hospital do impacto LCP procurando explorar os benefícios para o doente em fim de vida e as dificuldades no seu uso.
Estratégia de recolha de dados: Focus Group: foram criados 2 grupos de discussão com a investigadora como moderadora, seguidos de entrevistas semi-estruturadas, de onde emergiram os temas centrais.

 

Resultados: Da análise de resultados do Focus Group e das entrevistas, resultaram os seguintes temas centrais:
A adopção de um protocolo de actuação e de cuidados ao doente em fim de vida apenas são referidas áreas de melhoria:

 

1) Melhor controlo de sintomas dos doentes, menor desorientação e maior confiança da enfermeira e dos médicos mais novos, dado que as acções estão previamente definidas no protocolo;
2) Diminuição dos cuidados de rotina, por vezes perturbadores para os doentes que estão a morrer, maior personalização dos cuidados;
3) Descontinuação de terapêuticas inúteis, com benefícios para os doentes e diminuição de falsas expectativas da família;
4) A comunicação com a família passou a ter maior prioridade e a ser mais franca e honesta;
5) Impacto positivo na enfermeira, que ficou mais confiante na sua actuação e na garantia de maior qualidade nos cuidados, preocupação com cuidados psico-emocionais e espirituais, melhor atendimento da família e redução da burocracia.

 

 (resumo em PDF)

Paula Sapeta

Enfª Prof. Coordenadora na Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias


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