Vice-presidente da APCP dá formação em cuidados paliativos no Hospital Central de Maputo, Moçambique

Na semana de 10 a 14 de fevereiro 2020 deslocou-se ao Hospital de Central de Maputo (HCM) uma equipa multidisciplinar (médico, enfermeiro, psicólogo) do Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPOLFG) a fim de dar formação em Oncologia Pediátrica no único Serviço de Hemato-Oncologia Pediátrica existente nos PALOP.

Tratou-se de uma iniciativa realizada a pedido dos dirigentes locais, e concretizada com o apoio de várias entidades, voluntários e pais de crianças com cancro residentes em Moçambique.

A pediatra oncologista Drª Ana Lacerda, sendo coordenadora da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos Pediátricos do IPOLFG e atual vice-presidente da APCP, para além de coordenadora do Grupo de Apoio à Pediatria (GAP-APCP), não poderia deixar de abordar o tema dos Cuidados Paliativos Pediátricos. Falou-se sobre os princípios básicos destes cuidados e as recomendações internacionais para a sua provisão; mais especificamente discutiu-se a abordagem da criança em situação terminal e o controlo de sintomas nesta fase. A psicóloga, Drª Maria de Jesus Moura, igualmente membro do GAP-APCP, abordou temas como a comunicação, as tarefas de adaptação à doença, e o luto.

Aproveitando esta oportunidade, o Departamento de Oncologia do HCM solicitou a realização de uma palestra sobre Cuidados Paliativos. A Drª Ana Lacerda apresentou uma conferência sobre a integração cuidados paliativos – oncologia, gentilmente cedida pela Drª Rita Canário, oncologista e mestre em cuidados paliativos, que a havia preparado para a Sociedade Europeia de Oncologia Médica. A palestra foi muito participada, tendo sido realçado que constituiu a primeira vez que uma formação neste Departamento teve como destinatários todos os elementos da equipa multidisciplinar e não apenas os médicos.

Para os profissionais da Pediatria e da Oncologia do HCM foi a primeira vez que receberam educação sobre o tema dos cuidados paliativos, tendo vários deles manifestado interesse em frequentar formações avançadas, tanto em crianças como em adultos. Ficou também a ideia de num futuro próximo se deslocar ao HCM uma equipa portuguesa capacitada para dar formação básica e/ou intermédia sobre o tema.

A APCP congratula-se por esta oportunidade para divulgar os cuidados paliativos nos PALOP e espera que seja possível vir a concretizar mais oportunidades de educação neste âmbito.


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